Geral 16 de janeiro de 2026
O funcionalismo público federal brasileiro terá reajuste salarial de 5% a partir de abril de 2026, segundo os acordos firmados entre as principais categorias e o Governo Federal por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Os acordos, negociados desde 2024, garantem duas parcelas de reajuste para a maioria dos servidores do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE) e planos correlatos:
📌 9% de aumento aplicado em janeiro de 2025;
📌 5% de reajuste válido a partir de abril de 2026.
Os percentuais incidem sobre a remuneração total, incluindo gratificações, e valem para todos os níveis — auxiliar, intermediário e superior — sem distinção de carreira ou grau.
Cerca de 345 mil servidores, incluindo ativos, aposentados e pensionistas, serão alcançados por esse aumento salarial. As categorias contempladas envolvem múltiplos planos, como:
PGPE (Plano Geral de Cargos do Executivo)
CPST (Carreiras e Cargos de Serviços Técnicos)
Embratur, Fazenda, PCC, Ex-Territórios
Imprensa Nacional, Suframa e Anistiados
Todos esses trabalhadores receberão o reajuste de abril de 2026, considerando que a primeira etapa já foi aplicada no ano anterior.
Segundo estimativas das entidades sindicais envolvidas, os reajustes combinados representam aproximadamente 5% de ganho real ao longo do período 2023–2026, quando comparados à inflação medida pelo IPCA.
Essa recomposição salarial vem após um longo período em que os servidores ficaram sem reposição de inflação, incluindo um reajuste linear emergencial de 9% concedido em 2023.
Além do salário, os benefícios dos servidores também foram reajustados ao longo dos últimos anos:
🍽️ Auxílio-alimentação passou de R$ 458 (em 2023) para R$ 1.175 e terá reajuste pelo IPCA em abril de 2026;
👶 Auxílio-creche aumentou de R$ 321 para R$ 484,90 em 2024 e também será reposto pelo IPCA;
🏥 Saúde suplementar teve ajuste de R$ 144 para R$ 215 em 2024, com nova correção em 2026.
Sindicatos e confederações destacam que essa conquista é fruto de mobilização e negociação após anos de estagnação salarial. No entanto, também alertam para distorções e desigualdades internas, que ainda precisam ser enfrentadas, especialmente nos critérios que privilegiaram algumas categorias sobre outras.
As entidades continuam trabalhando em pautas como a equiparação de benefícios com os demais poderes, criação do auxílio-nutrição para aposentados e aprimoramento da política de saúde suplementar.