Guedes: Câmara e servidores exigem explicações sobre “parasita”

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Guedes: Câmara e servidores exigem explicações sobre “parasita”

O ministro Paulo Guedes começa a enfrentar as consequências de sua fala da ultima sexta (07/02) se referindo os servidores como "parasita".

Após seu pronunciamento polêmico o ministro Paulo Guedes, começa a encarar as penalidades formais em relação a sua fala chamando os servidores de “parasitas”. O ministro já recebeu diversas criticas por sua atitude.

Com isso os servidores acionarão o conselho de ética da previdência da republica em busca de uma justificativa do ato infame. Alguns parlamentares diante da repercussão do assunto querem convocar o ministro para dar explicações ao congresso.

Reação frente à fala do ministro.

A frente parlamentar mista em defesa dos servidores escolheu por protocolar hoje (10/02) um requerimento para convocação do ministro na câmara dos deputados. O motivo para tal ação é entender o que sustenta o discurso de Guedes, como também sua justificativa.

Quando ocorre uma convocação de um ministro e esta é aprovada, não existe possibilidade de recusar o comparecimento no plenário ou a comissão, sob pena do crime de responsabilidade.

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A repercussão do assunto fez como que alguns integrantes do governo afirmem que o pronunciamento de Guedes o afastará da futuras negociações sobre a reforma administrativa.

O ministro durante sua fala chegou a afirmar também que a reforma será enviada até o fim desta semana. Contudo, os servidores vão reagir perante a situação, o Fonacate, por exemplo, apresentará amanhã de acordo com informações do mesmo, uma denuncia contra Guedes.

O que acontecerá com Guedes?

O processo terá o objetivo de averiguar as possíveis infrações do código de ética profissional do servidor público civil do poder executivo federal e do código de conduta da alta administração federal.

Caso ocorra uma comissão, esta pode propor a exoneração do servidor por desvios de conduta, como acreditam ser o caso de Guedes. O órgão é independente, mesmo estando ligado à presidência.

Além da exoneração, existem algumas outras punições que podem ser aplicadas como: advertência pública, censura ética ou alguns casos a autoridade.

Rudinei Marques (presidente do Fonacate) se pronunciou sobre o assunto “Guedes, mediante discurso ultrajante a todas as categorias do serviço público brasileiro, ignorou que ele próprio tem o dever de servir ao Estado brasileiro, como todos os demais servidores públicos, em todos os níveis da Federação. Nossa denúncia à Comissão de Ética busca restaurar a verdade e responsabilizar o autor desse insulto”.

Quando aconteceu a desastrosa fala de Guedes?

Na última sexta-feira (07/02/2020), ao defender a reforma administrativa no Rio de Janeiro, Guedes afirmou que “o cara servidor virou um parasita, o dinheiro não chega ao povo e ele quer aumento automático”. A União mantém 607 mil servidores ativos. Em todas as esferas, são 12 milhões de funcionários públicos.

Toda a polêmica sobre a fala de Guedes se iniciou na ultima sexta (07/02) enquanto se pronunciava em relação á reforma administrativa. O ministro afirmou o seguinte “o cara virou um “parasita”, o dinheiro não chega ao povo e ele quer aumento automático”.

Com isso inúmeras reações aconteceram por parte do funcionalismo e de sindicatos em defesa dos servidores, que foram denegridos com tal fala. O ato foi considerado como assédio institucional.

Nota do ministro sobre o assunto

O ministro Paulo Guedes divulgou um nota para explicar suas declarações: “O ministro lamenta profundamente que sua fala tenha sido retirada de contexto pela imprensa, desviando o foco do que é realmente importante no momento: transformar o Estado brasileiro para prestar melhores serviços ao cidadão” realça o texto.

Contudo, o que você pensa sobre este assunto? Quais serão as medidas cabíveis nesta situação sobre o pronunciamento do ministro? Queremos sua opinião.

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