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Em busca de respostas sobre aumento salarial, servidores solicitam reunião com líderes da casa civil

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Nessa quarta-feira (26), representantes dos funcionários públicos encaminharam 3 solicitações de reunião, na tentativa de negociar aumento salarial. Eles buscam encontros no dia 2 de fevereiro com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Congresso Nacional.

Conforme entrevista, servidores decidiram por procurar Ciro Nogueira para tratar sobre o reajuste salarial, pois não receberam retorno do ministro da Economia, Paulo Guedes. Além disso, pontuaram que Ciro Nogueira atualmente tem mais “poder” para levar e negociar o assunto no governo.

“Até o momento, não recebemos nenhuma resposta, e estranhamos o fato de não ter sido aberta uma mesa de negociação entre o governo e os sindicatos representantes dos servidores e servidoras do serviço púbico federal. Para registrar nossa disposição de iniciarmos um processo de negociação com o governo, estamos solicitando uma audiência com a Casa Civil”, dizem os representantes dos servidores, Carlos David de Carvalho Lobão (Fonasefe) e Rudinei Marques (Fonacate), no texto.

Os funcionários públicos querem que a reunião ocorra em 2 de fevereiro. No mesmo dia, também está marcado um protesto de trabalhadores do Executivo, do Judiciário e do Legislativo na Praça dos Três Poderes .

O secretário-geral da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), Sérgio Ronaldo da Silva, disse em entrevista que o protesto será mantido, mesmo se os lideres decidirem receber os sindicalistas.

“No dia 2, vamos fazer um protesto para deixar registrada a nossa indignação e insatisfação. Queremos uma resposta. Se não tivermos um retorno até lá, vamos pessoalmente cobrar a reunião”, afirmou.

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Além de reajuste salarial de 19,99%, os funcionários públicos federais buscam o arquivamento da PEC (proposta de emenda à Constituição) 32, que discute a reforma administrativa e muda as regras do funcionalismo público, e a revogação da Emenda Constitucional 95, que limita despesas com educação e segurança, saúde, entre outras.

CALENDÁRIO

Caso não ocorra a negociação pelo reajuste salarial junto ao governo, os funcionários públicos prometem discutir uma greve em fevereiro. Confira o último calendário de mobilização previsto.

  • 27 DE JANEIRO: paralisação e ato virtual;
  • 2 DE FEVEREIRO: paralisação e protesto na Praça dos Três Poderes;
  • 9 DE FEVEREIRO: paralisação e protesto no Banco Central;
  • 9 DE MARÇO: possível greve.

 

Ciro Nogueira disse em entrevista que o reajuste salarial dos funcionários públicos é um “foco” do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). “Quando for possível, iremos dar aumento que o presidente será muito sensível”, afirmou.

Paulo Guedes em contrapartida se mostrou contra a concessão de reajustes salariais aos funcionários públicos. A equipe econômica calcula que 1 ponto percentual de aumento para o funcionalismo custa cerca de R$ 3 bilhões por ano. Porém o governo reservou apenas R$ 1,7 bilhão do Orçamento de 2022 para aumentar os salários dos policiais federais.

Entretanto, Guedes atualmente divide a responsabilidade de executar o Orçamento junto ao Ciro Nogueira. Um decreto publicado em 13 de janeiro diz que a Casa Civil deve conceder aval a algumas ações de abertura ou remanejamento de despesas.

Ciro Nogueira pontuou que o decreto é fruto de um entendimento com o ministro da Economia. “Não existe, em minuto nenhum, essa questão de tirar poder do ministro Paulo Guedes. Até porque a iniciativa tem que ser dele”, afirmou o ministro da Casa Civil.

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