Servidores não tem reajuste garantido, afirma o presidente

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Servidores não tem reajuste garantido, afirma o presidente

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesse sábado (8) que ainda não há decisão assertiva sobre reajuste de servidores públicos. Ele destacou que não existe reajuste garantido para nenhuma categoria.

“Primeiramente, não está garantido o reajuste pra ninguém. Tem uma reserva de R$ 2 bilhões, que você pode usar. Poderia ser usado para PF [Polícia Federal], PRF [Polícia Rodoviária Federal] e também o pessoal do sistema prisional, mas não está nada garantido”, disse Bolsonaro a jornalistas no almoço de aniversário do advogado-geral da União, Bruno Bianco.

No fim do ano passado, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2022 com reserva de R$ 1,7 bilhão para reajuste para as forças federais de segurança e cerca de R$ 800 milhões para agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias. No entanto, o aumento reservado apenas para servidores da área de segurança pública desagradou diversas categorias do Executivo federal, que ameaçam iniciar uma greve nacional no serviço público.

O presidente lembrou que os servidores não recebem reajuste há três anos e que reconhece que eles “perderam bastante poder aquisitivo”. No entanto, segundo ele, encontrar espaço fiscal para aumento de salário esta sendo muito difícil.

“Não tem espaço no orçamento no momento. Você vê a dificuldade que foi de negociar a questão dos precatórios para poder dar o auxílio emergencial de R$ 400 para quem ganhava, em média, R$ 190”, disse.

Ainda na conversa feita com jornalistas, Bolsonaro informou que pretende realizar uma grande reforma ministerial no fim de março, quando 12 ministros deverão deixar seus postos para concorrerem a cargos nas eleições deste ano. A lei eleitoral atualmente exige que integrantes do Poder Executivo deixem seus cargos no mínimo seis meses antes do pleito eleitoral. Se isso ocorrer, quase metade do primeiro escalão do governo federal, atualmente com 23 ministros, será substituído de uma única vez.

 

“Já começamos a pensar em nomes pra gente substituir”, disse Bolsonaro, sem citar os possíveis substitutos. Os ministros que devem deixar os cargos para concorrer nas eleições são: Tereza Cristina (Agricultura), Fábio Faria (Comunicações), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), Marcelo Queiroga (Saúde), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Gilson Machado (Turismo), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e João Roma (Cidadania).

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