RESUMO DA NOTÍCIA
- Servidores tentam barrar reforma administrativa prevista para 2020
- Eleições municipais do próximo ano se tornam trunfo para servidores
- Confira a opinião de alguns especialistas
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SIAPE: Muitos pontos da reforma administrativa vêm sendo criticados por parte do funcionalismo. Até o momento tudo o que foi divulgado afetará diretamente os servidores públicos.
Por este motivo, representantes do Funcionalismo Federal ( SIAPE, SIGEPE e SIGAC), vêm iniciando ações para tentar barrar estas novas mudanças, tanto no congresso como na esplanada dos ministérios.
As medidas futuramente poderão atingir também estados e municípios. Com este fato, houve uma inédita adesão das carreiras do estado a esta luta sindical.
Centrais sindicais também entraram em ação, pedindo explicações aos órgãos oficiais.
Por conta desta movimentação por parte do funcionalismo, o projeto acabou barrado.
No entanto, os maiores responsáveis pelo atraso na entrega da PEC foram os próprios técnicos do governo, diante desta e outras situações.
Contudo, este embate entre Executivo, Legislativo e funcionalismo, tem outro ponto na mira como trunfo importante de barganha de negociações; as eleições.
O que especialistas pensam sobre o funcionalismos e a reforma.
Segundo Rudinei Marques “o presidente foi alertado sobre o risco de ações judiciais e o impacto social que a reforma poderia causar”.
De acordo com Juarez Freitas, existe dois principais argumentos que comprovam o momento ser inoportuno para seguir a diante com a reforma administrativa.
- Primeiro o argumento social: já existe um “trauma” para os servidores e suas famílias em relação à nova previdência.
- O segundo é de cunho jurídico: este conjunto de mudanças que vem ocorrendo, podem desencadear pedidos de aposentadoria em massa de setores importantes.
- Outro ponto é a revolta dos afetados com estas mudanças.
Fontes do governo afirmam que uma PEC cujo foco é redução de salários, podem desencadear movimentos sociais como ocorrerem em 2013.
O fato principal é que no inicio do ano as tarifas e impostos costumam aumentar causando revolta de quem é afetado.
Segundo Marcos Mendes, a redução de salários ao ingressar no serviço público, juntamente com um maior controle da estabilidade é necessária.
Este considera que nem todas as categorias precisam de estabilidade no funcionalismo.
Realmente é necessário uma reforma para os servidores?
A economista Ana Abrão afirmou que mudanças precisão ocorrem para o próprio bem do servidor.
Itens como estágio probatório, avaliação de desempenho, revisão de progressões automáticas, dentre outros merecem ser revistos.
“Caso ocorra a reforma, está deve ser analisada para ser discutir e rever pontos importantes, mas o Brasil não pode continuar com está”- diz Ana Abrão.
Contudo, o funcionalismo não vem sendo valorizado e sim responsabilizado pelo que está acontecendo.










Um comentário
Sou a favor das reformas, desde que sejam feitas com critérios e consciência. Se o País anda mal. na minha opinião reformas terão que ser feitas nos três níveis de governo, Executivo, Legislativo e Judiciário. Todos os três poderes são responsáveis nos gastos administrativos, com Pessoal, Bens de Consumo e Serviços. Não é o servidor público do Poder Executivo responsáveis pela situação horrorosa do País. Cabe aos Três Poderes reunirem e terem uma linguagem só, reformas tem que ser feita nos três poderes de forma que o tratamento aos servidores sejam dados igualmente, não havendo disparidade entre servidores. Tem que existir bom senso dos Presidentes dos Três Poderes.